domingo, 16 de março de 2014

"Diário da nossa paixão" - parte XIX


São onze e trinta e nove da noite, está tudo muito calmo, inclusive o meu estado de espírito. Aqui estou eu, sentada na cama, com um cobertor sobre as pernas, a desabafar com simples palavras. Tenho estado a pensar em tudo o que tem acontecido nos últimos tempos.
Por vezes a vida parece estar perfeita, porém aparece sempre um vazio que por mais coisas que façamos, nunca parece estar preenchido. Pergunto-me se mais alguém sente aquilo que eu estou a sentir... Este vazio.
Sei que neste momento a minha vida parece bem, aos olhos de muita gente, porém, aos meus olhos, há qualquer coisa que me perturba. Amor... Amor é uma das coisas que mais me tem feito pensar nestes últimos tempos. Calculo que isso seja visível... Tudo o que escrevo é acerca do mesmo: Ele.
Quero convencer-me de que tudo está bem assim. Temos falado todos os dias, estado juntos de vez em quando e partilhado bons momentos. Acho que esta indefinição do que existe entre nós, me afecta mais do que devia. Digo para mim mesma que não é por ainda não namorarmos "oficialmente" que o vou perder, mas... E se estamos assim e depois não dá em nada? Talvez me esteja a iludir... Não! Não posso pensar assim! Que cabeça a minha! Sempre a pensar no que  não devia.
Sei perfeitamente que o que existe entre nós não é uma simples coisa... Não é apenas um capítulo das nossas vidas, mas sim o início de um livro com princípio, meio e fim.
Momentos como este, de reflexão, ajudam-me a perceber o significado de algumas coisas, e a decidir o que fazer. Todos nós precisamos de momentos a sós, para avaliarmos a situação em que estamos e pensar conscientemente sobre o que vamos fazer a seguir. Creio que o desabafo de hoje me ajudou. Percebo que tenho de deixar os pés assentes no chão e agir consoante a minha vontade, e não a dos outros. Já vivi muita coisa em função de outras pessoas, agora, está na altura de viver por mim, e de aproveitar os momentos que realmente me deixam feliz.
Vou dormir, a noite já vai longa e parecendo que não já estou aqui à algum tempo... São agora onze e cinquenta e seis. Espero não adormecer amanhã, não gosto de me atrasar.

(texto fictício)

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