sábado, 22 de junho de 2013

"Diário da nossa paixão" - parte XI

Não parece nada meu deixar algo a meio, porém é o que tenho estado a fazer em diversas coisas da minha vida, infelizmente. Não tenho escrito nada acerca dos meus dias, não só por não ter tempo mas também por não ter grande coisa para contar. Tenho tido uma rotina monótona, coisa que não queria voltar a ter mas que aconteceu. As coisas com o rapaz que me deixava fascinada tinham estado até hoje num ponto de quebra, à beira do abismo, porém com 50% de probabilidade de serem puxadas para uma zona de conforto e segurança. Digo até hoje porque algo se alterou. Sim, finalmente aconteceu algo que vale a pena recordar, que vale a pena ser registado. Um possível início de algo.
Pois bem, com o avançar do tempo chegou a altura da viagem tão esperada. Neste momento, encontro-me nada mais nada menos que sentada numa cadeira, em frente ao computador, numa pequena sala do hotel onde estamos hospedados. É o terceiro dia que aqui estamos, e estou a adorar. Não só porque o que já visitámos era fantástico, como também algo de tão esperado aconteceu.
Ontem à tarde fomos visitar um museu, e qual foi a minha sorte? Exato, fiquei no grupo dele. Que turbilhão de emoções! Já nem sabia o que fazer, ou como reagir. Não falávamos à uns dias e no primeiro dia nem sequer tinhamos tido tempo de dizer um olá. Depois de um constrangedor cumprimento e de uma conversa fiada, acabámos por nos aproximar e voltar a ter a cumplicidade inicial. Depois do museu regressamos ao hotel, jantámos e reunimo-nos num dos quartos como na primeira noite. Ele manteve-se junto a mim, sem dar demasiada atenção, apenas falando de mínimas coisas. Pensei que se calhar ele não queria que acontecesse algo entre nós e que por isso estava a tentar não dar muitas esperanças, mas depois...Depois chegou a hora de ir cada um para seu quarto. Nós que estávamos a ter uma estúpida conversa, das que não fazem sentido mas que se tornam divertidas por esse mesmo motivo, fomos lado a lado pelo corredor até chegar à porta do quarto onde eu tenho dormido. Para terminar a conversa disse-lhe qualquer coisa como "bem... então até amanhã, dorme bem". Esperava que Ele respondesse qualquer coisa do mesmo género, porém aproximou-se e beijou-me. Ficámos em silêncio a olhar um para o outro. Ele com toda a calma do mundo recuou, disse "dorme bem" e percorreu o corredor até ao seu quarto.
Hoje ainda não falámos do que se passou, apenas trocámos olhares e poucas palavras. Andámos o dia em grupos diferentes, por isso só daqui a pouco é que vamos estar juntos. Nem de propósito, estão a dizer que vamos jantar agora, portanto vou terminar o diário de hoje. Amanhã tenho notícias de certeza, mas agora tenho mesmo de ir.

(texto fictício)

Sem comentários :

Enviar um comentário