quarta-feira, 22 de maio de 2013

"Diário da nossa paixão" - parte IX

Depois do estranho dia que tive ontem, acabei por ceder aos meus instintos interiores. Algo me dizia que tinha de avançar com alguma coisa em relação a Ele, mas não tinha a certeza do que tinha de fazer. Esperei que ele dissesse algo que me desse uma pista, que me desse uma luz para saber onde procurar, que caminho seguir. Mas nada aconteceu, por isso segui o que o coração no momento me disse para seguir.
Não tinha muito a perder, para além da boa amizade que tinha com Ele, foi o que pensei na altura. Portanto, avancei. Hoje quando acordei ainda não me sentia suficientemente preparada para lhe dizer o que quer que fosse, por isso esperei um pouco e mais tarde, já depois de almoço, decidi mandar-lhe uma mensagem. Não sei onde fui buscar as palavras no momento, mas sei que foram surgindo e não me saí nada mal. Falámos durante um bocado, expliquei-lhe que é provável que esteja a ficar apaixonada, não por uma pessoa qualquer, mas sim por Ele. Disse-lhe o quão fascinada me sinto perante as suas palavras, perante o seu sorriso, perante tudo o que lhe diz respeito. Não disse demasiado, mas acho que disse o suficiente para Ele ficar a pensar nas minhas palavras. A resposta não foi má de todo... Ele disse que também sente algo por mim, mas que não se sente em posição de dizer que está apaixonado. Quer deixar as coisas andarem e ver no que isto dá.
Sinto-me melhor agora, parecendo que não, foi um peso que tirei dos ombros. Algo que já carregava há muito tempo e que me começava a incomodar. Agora aqui estou, a escrever mais uns quantos conjuntos de palavras, acerca de uma paixão que está a surgir em mim, mas que não se sabe se acabará bem ou mal. Por vezes gostava que fosse como nos contos de fadas, em que a princesa fica com o príncipe. Quem sabe, acho que só o tempo o dirá.

(texto fictício)

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