sexta-feira, 19 de abril de 2013

"Diário da nossa paixão" - parte III

Estaria eu enganada quando nada quis esperar de uma simples conversa? Pergunto-me.
Desde ontem de manhã que ele não me dizia nada, calculei que tivesse sido uma conversa de momento, um falso início de uma amizade, um interesse passageiro... Mas pelos vistos estava enganada. Não só voltou a falar, como também avançou de certa forma para outro tipo de conversa. Começámos com simples conversas, coisas banais como um "Olá, tudo bem?", e quando dei por mim estava numa troca de indirectas que acabavam por ser bem directas, num bom sentido. Falámos de tudo o que queríamos falar, sem medos, sem preocupações, com um à vontade que nunca tivera com ninguém. Senti que cada palavra que lhe dizia era compreendida e não julgada ao contrário do que muitos fazem.
Sei que disse que estar apaixonada não era coisa minha e que seria estranho, mas acho que é o que está a acontecer. Digo isto porque espero que estas palavras fiquem em segredo, pois não quero dar a entender que me estou a interessar por alguém, que nem sei se tem o mesmo interesse por mim. Não queria criar expectativas, mas é quase inevitável... Esta ansiedade de querer falar com ele deixa-me tão estranha, sinto que estou a mudar, mas não num mau sentido. Cada vez mais penso na possibilidade de ser finalmente feliz se isto se concretizar, se cada uma das minhas esperanças vier a ser realidade. Mas infelizmente não posso prever o futuro e por isso só me resta esperar que tenha sorte, talvez seja desta vez que algo de bom me acontece pois acho que já está na hora, já preciso de me animar. Não quero expectativas muito altas, pois maior é a queda. Mas prefiro cair por ter tentado, do que nunca sair do chão. Portanto, tal como ultimamente penso, vou dar tempo ao tempo.

(texto fictício)

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