segunda-feira, 15 de abril de 2013

"Diário da nossa paixão" - parte II

Mas que dia mais estranho! Depois de ontem ter acontecido o que aconteceu, pensei que não voltaríamos a falar, mas afinal... Afinal aconteceu. Estará destinado? Será que afinal devo criar expectativas? Não, não, não. Tenho de me convencer a mim mesma de que isto não vai acontecer, não vai. Não posso deixar que volte tudo a acontecer como anteriormente, não quero voltar a cair no mesmo erro, de construir castelos no ar, criar milhares de expectativas desnecessárias. Para quê? Para voltar a sofrer? Não vale a pena. Bem, deixando os meus agouros de lado... Ele voltou a falar comigo. Parece que quer que fiquemos amigos, pelo menos disse que gostaria de falar mais comigo. Por mim não há problema nenhum, até fico feliz com isso. Tivemos uma conversa banal, mas acabámos a falar do que se passou antes de ele vir falar comigo ontem. Afinal de contas ele nem tinha de me vir explicar nada, nós nem amigos éramos, portanto não tinha de o fazer. Mas gostei que o fizesse.
Falámos esta manhã, mas agora já não estamos numa fase de diálogo, provavelmente ele está ocupado. Não me importo... Quer dizer, quem estou a tentar enganar? Importo. Digo que não crio expectativas, mas no fundo espero sempre algo mais não é? Pois. Infelizmente é quase impossível não ansiar por mais qualquer coisa, algo que acabe com este vazio que sinto à tanto tempo e que nunca parece estar preenchido. Preciso de algo que me deixe bem, que não me magoe. Vou esperar e ver o que se passa nestes dias. Suponho que de certa forma vou andar desejosa para receber notícias dele, mas vou tentar não ser chata... Tentarei parecer que não me importo demasiado, que não estou eufórica por falarmos... tentarei agir normalmente, ser eu, espero que resulte e que não o afaste. Estarei a ficar apaixonada? Não, não, não, lá estou eu outra vez com estas coisas... Qual apaixonada qual quê? Isso é coisa que não tem muito a ver comigo, não sou de relações, nunca fui, porque o seria agora? Talvez... Não. Estou a ficar demasiado emotiva, não sei se é bom ou mau, mas estou. Vou considerar estranho. 
E pronto, chega por hoje, acho que já divaguei demasiado, já criei muitos filmes com demasiadas cenas, preciso de descansar, estou cansada.

(texto fictício)

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