terça-feira, 10 de julho de 2012

Página 1 da imaginação

Acordei por entre os cobertores sem noção do espaço, sem noção do tempo. Algo me despertou e me fez voltar à realidade, algo que não era suposto estar ali. Alguém sussurrou no escuro deixando-me completamente em pânico, não percebi o que disse. Não me atrevi a mexer o que quer que fosse, mantive o meu corpo o mais quieto possível, como se por algum motivo me tivesse transformado numa estátua, fria e sem reacção. Já o meu coração, batia como nunca, e à medida que o tempo lentamente avançava, ele contrastava o momento com a sua agitação. Algo não estava bem, eu sabia disso, porém não tinha forças nem coragem necessária para me levantar e desvendar o mistério, enfrentar o medo, agir. Algo em mim me dizia para avançar, para arriscar no escuro. Porém outra parte dizia exactamente o contrário, fazia-me recuar, fazia-me ter medo do desconhecido e recear os acontecimentos que se aproximavam. Algo se movimentou perto de mim, eu mantive a faceta de estátua, o coração disparou, após esse movimento algo me tocou, calmamente como quem tentar adormecer um bebé. Estranhamente o meu coração mudou o seu ritmo e a minha faceta caiu. Lentamente abri os olhos e tentei focar a imagem de alguém que mal conseguia identificar mas que estava mesmo em frente a mim. Algo mudou.

( ... )

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