sábado, 19 de novembro de 2011

III


(...)
O plano não passava de uma simples conversa com os seus pais na esperança que eles viessem a reconhecer que estavam a agir mal para com a filha. 
   No dia do confronto ela e os pais encontravam-se na sala de estar. O ambiente na sala estava tenso, parecia que aqueles dois adultos já sabiam o tema da conversa que a filha queria ter com eles. A rapariga não sabia por onde começar, sem parar de tremer ela trocava olhares com aquelas duas pessoas que para ela eram como que desconhecidos, deixando-os ansiosos para saber o assunto da conversa. Sem os fazer esperar mais ela começou a explicar o porquê de estarem ali reunidos o que os deixou um pouco surpreendidos. Os pais da rapariga tinham a ideia de que a filha era feliz e que até àquele momento estavam a fazer tudo bem, mas depois dela lhes explicar tudo o que sentia nem queriam acreditar. Demorou, mas acabaram por admitir que nunca tinham dado valor à filha que tinham e que estavam arrependidos por disso. 
   Para a rapariga foi um alívio saber que a conversa tinha corrido bem e que dali em diante nunca mais ira ter de se esconder de tudo e de todos. Decidiram deixar o passado de parte e recomeçar uma vida nova e melhor. 
   A jovem que nem consigo própria conseguia viver, passou a ter objetivos para a sua vida e a ter a confiança que devia ter tido desde que nascera. 

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