sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amigo imaginário - conversa I




Eu: Mas tu és parvo!? 
Amigo imaginário: Hey! Vê lá o tom com que te diriges a mim, está bem?
Eu: Desculpa, mas mereces-te o tom! Pensas-te bem no que disseste?
Amigo imaginário: Pronto, eu sei que mereci. Não pensei nem quero pensar. Achas bem que penses tanto em coisas que não valem a pena?
Eu: Não, mas...
Amigo imaginário: Mas nada, tu achas que isso é preciso, mas não é.
Eu: Se não pensar vou agir logo e posso fazer algo que não queira...
Amigo imaginário: Cá para mim se fazes alguma coisa é porque queres, mesmo que aches que está mal. 
Eu: Oh não é bem assim, eu pelo menos não acho.
Amigo imaginário: Olha eu acho, e tu devias achar o mesmo.
Eu: Discordo! Pensa lá bem, se agires sem pensar fazes coisas que não te passava pela cabeça fazer e se depois te arrependes e não há volta a dar acaba tudo por ser uma confusão, e porquê? Porque não pensas-te. 
Amigo imaginário: Vendo assim poderia admi... Não, não, não! Não vais mudar a minha opinião.
Eu: Não o tencionava fazer. 
Amigo imaginário: Pois bem, acho que cada um deve ter a sua.
Eu: Sim, claro, mas pronto, mudemos de assunto, ficas aqui muito mais tempo? 
Amigo imaginário: Olha ainda bem que falas nisso, tenho de ir embora nem dou pelo tempo passar...
Eu: Está bem, voltas quando?
Amigo imaginário: Ainda não sei. Apareço quando precisas, portanto não sei ao certo.
Eu: Pois já me tinha esquecido que era assim que funcionava. Mas pronto, espero ver-te em breve.
Amigo imaginário: Esperas? (risos) Eu não, isso seria mau sinal.
Eu: Oh, tu percebes-te. (risos)
Amigo imaginário: Percebi, percebi...

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