quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ela caminhava sozinha, sem destino. Procurava alcançar a felicidade tão desejada, aquela que há muito não via e pela qual estava a morrer de saudades. Já era um desespero não saber por onde ir e andar a vaguear sem rumo, pois era tudo tão obscuro mas ao mesmo tempo tão ofuscante. Encontrar um caminho no meio daquela selva de cores na qual ela se encontrava, era minimamente difícil e desesperar era a coisa mais fácil de fazer no momento. Apesar de tudo, ela resistia e impedia aquele desespero de invadir o seu corpo, usando forças que não imaginára ter. Sendo mais forte que ela, aquela força maligna entrou-lhe na alma e no corpo, começando rápidamente a deixá-la num estado de insuficiência. Nada parecia travar aquele horrível sentimento. Tudo se desmoronava em sua volta e aos poucos ela via toda a sua vida escorrer por entre os dedos da tristeza e do desespero em que se encontrava. Todos os sorrisos, tristezas e até mesmo memórias que lhe passavam pela cabeça naquele momento pareciam estar a chegar ao fim. A um certo ponto ela aprecebeu-se dos erros que cometera, e o arrependimento bateu-lhe à porta, acabando por entrar sem autorização. Já estavam imensos sentimentos à mistura, quando de repente ela se aprecebe de uma luz, mais brilhante que todas as outras. Conseguiu chegar a essa luz, e por mais estranho que lhe parece-se, toda aquela salada de emoções, desaparecera como que por magia, num abrir e fechar de olhos. O sofrimeto terminou, uma calma invadiu o controlo da situação e tudo voltou a ficar tranquilo.

Sem comentários :

Enviar um comentário