sábado, 25 de junho de 2011

dias assim voltaram

Como é habitual acordei de manhã, ausentei-me da minha cama arrastando-me até à janela. Reparei que lá fora estava tudo como estava sempre... As cadelas dormiam cada uma para seu lado, os pássaros já voavam de um lado para o outro naquela agitação matinal e as plantas já começavam a despertar para mais um dia. Voltei para o conforto da minha cama mas por momentos desviei-me da realidade para um sonho distante e em parte perturbador. Acordei num sobressalto por pensar que me encontrava no mundo real, porém tudo aquilo não tinha passado de uma excentricidade da minha imaginação. Decidi afastar-me daquele lugar que me fazia desviar pensamentos e vagueei pela casa em busca de um alguém conhecido. Sem sucesso, não estava ninguém em casa. A procura não demorou, pois acabei por ignorar o facto de estar sozinha e decidi dedicar um pouco de tempo a mim mesma. Vesti-me, tratei de me alimentar, peguei no telemóvel e nas chaves e saí de casa. Já precisava de ar fresco. Estes dias estão cada vez mais estranhos, já se sente aquela sensação de não se ter nada para fazer e começa a tornar-se incomodativo de certo modo. Depois de me passear pela rua sem fazer nada de nada, achei por bem voltar para casa já que iria passar o resto do dia lá metida. Até à noite não ocorreu nada mais interessante do que o simples facto de ter enchido a tigela do gato com ração. É, acho estes dias interessantíssimos, não restam dúvidas.

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